sexta-feira, 9 de março de 2018

A diferença fundamental entre católicos romanos e crentes evangélicos

Muitos de nós já fomos questionados por pessoas católicas romanas sobre o porquê de sempre citarmos a Bíblia quando falamos sobre Jesus e Seu Evangelho. Qual é o propósito de sabermos tantos versículos bíblicos de cor? Por que fazemos questão de mencionná-los? Será que não conseguimos testemunhar a nossa fé de outra forma? E por qual razão nós, crentes, carregamos a nossa Bíblia todas as vezes em que nos reunimos para cultuar o Senhor? Esses questionamentos revelam a diferença fundamental entre católicos romanos e crentes evangélicos, que é a atitude de uns e outros em relação às Escrituras.

Antes de prosseguir, convém esclarecer que nos referimos aos católicos romanos praticantes, que levam sua religião a sério, e aos verdadeiros crentes evangélicos. Existe uma massa de pessoas autointituladas “católicas” que não creem em nada, e uma multidão de “evangélicos” de fachada, incrédulos e mundanos. Porém o assunto de nossa reflexão são os de fé sincera, é sobre estes que pretendemos meditar. Certamente há diferenças visíveis entre o modo como nós vivenciamos nossas convicções e a maneira como eles o fazem com as suas próprias. Exemplos: eles utilizam imagens de escultura, nós não; eles acreditam em purgatório, nós não. No entanto, essas questões são apenas consequências do modo como cada grupo se relaciona com a Bíblia. Todas as divergências entre nós e eles começam aqui.

Nós, crentes, entendemos que a Bíblia é a Palavra de Deus completa e infalível, dada pelo próprio Senhor através de servos inspirados pelo Espírito Santo. Não cremos em novas doutrinas que acrescentem, subtraiam ou modifiquem algo contido nas Escrituras. Nossa única regra de fé e prática de vida é o texto bíblico. Nisso cremos. Os católicos romanos, ao contrário, entendem que a Bíblia não provém diretamente de Deus, e sim da igreja. Além disso, acreditam que as Escrituras não contêm toda a Sua Palavra, mas somente uma parte dela. O restante, as duas outras fontes da verdade, seriam a tradição e o magistério. Esse é o ensino do catolicismo romano, e suas implicações são muitas, como veremos a seguir.

Em primeiro lugar, a afirmação de que a Bíblia não seria uma revelação dada pelo próprio Deus, e sim algo que a igreja teria elaborado e desenvolvido a partir de suas experiências de fé, traz uma consequência inusitada e perigosa: a igreja passa a ter autoridade sobre o texto bíblico. Vamos explicar melhor, utilizando uma analogia. Imaginemos que a igreja é um pai e a Bíblia, sua filha. Sabemos que os filhos são subordinados aos seus pais, que os instruem e corrigem quando necessário, certo? Então, conforme a lógica católica romana, não é a igreja que precisa se sujeitar ao texto bíblico, e sim a Bíblia que se sujeita à igreja! Em segundo lugar, para os católicos romanos, a revelação de Deus não se resume às Escrituras, ela continua, como já dissemos, na tradição e no magistério.

Tradição são os textos de teólogos da antiguidade, escritos depois que a Bíblia já estava pronta. E magistério é o conjunto de cardeais da Igreja Católica Romana reunidos sob a liderança do papa. No catolicismo romano, tanto a tradição quanto o magistério complementam (e, em muitos casos, modificam) o que está escrito nas Escrituras. Sendo assim, a Palavra de Deus sempre está em aberto, nunca se completa. Cada vez que os cardeais e o papa se reúnem em concílio, no Vaticano, novas doutrinas podem surgir. E tudo que é decidido ali passa a ter a mesma autoridade que qualquer texto bíblico. Vamos imaginar que hoje fosse convocado um novo concílio, ou seja, uma temporada de reuniões da cúpula da Igreja Católica Romana. O documento final publicado ali teria, para os católicos romanos de todo o mundo, a mesma autoridade que o Evangelho de João ou a Carta de Paulo aos Romanos!

Os católicos romanos são merecedores de respeito, como seres humanos criados por Deus. Não temos o direito de menosprezá-los ou zombar da fé que possuem. Mas podemos e devemos discordar enfaticamente de seus pontos de vista, pois reduzem a quase nada a autoridade da Bíblia, que nós, crentes, afirmamos ser a Palavra completa, perfeita e infalível dada pelo Senhor, sendo digna de toda obediência. Por crermos assim, nós nos submetemos completamente às Escrituras, nossa única regra de fé e prática. Todas as nossas outras divergências em relação ao catolicismo romano (o fato de não cultuarmos imagens, não crermos no purgatório, não invocarmos os santos em oração, etc) decorrem da nossa confiança absoluta no texto bíblico. O que nele está escrito, nenhum homem pode revogar.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

1Timóteo para a Igreja Brasileira Hoje: agora em E-Book

Foi publicado pela Amazon - Kindle o livro digital (E-Book) 1Timóteo para a Igreja Brasileira Hoje. Que o Senhor Deus, por graça, queira usar esta obra para a glória de Seu Nome! Para acessar a página do livro no site da Amazon.com.br, clique aqui

A seguir, a apresentação da obra, por Elizeu Rodrigues Colhado, pastor da Igreja Batista Nova Vida e professor do curso de Administração de Empresas da FEOL:

"No atual cenário evangélico brasileiro, é de extrema urgência resgatar a visão da teologia bíblica e pastoral. Por quê? Porque o evangelho que temos ouvido e vivido no século XXI tem deixado as verdades ensinadas por CRISTO e se adaptado às modernas técnicas do marketing para um crescimento rápido e lucrativo, além da influência destruidora das teologias humanista e da prosperidade tão presentes em alguns púlpitos do nosso país.

Ao ler “1TIMÓTEO PARA A IGREJA BRASILEIRA HOJE”, você poderá perceber a doce voz do Espírito Santo ministrar ao seu coração as verdades que o grande apóstolo Paulo ensinou ao seu jovem discípulo, o pastor Timóteo... “Persiste em ler, exortar e ensinar até que eu vá”... Além dessa verdade, você poderá, como obreiro e servo desejoso de fazer a obra de DEUS, restaurar os princípios bíblicos da sã doutrina em seu ministério, de combater o bom combate e lutar contra as heresias que têm enfraquecido o verdadeiro evangelho de CRISTO.

Por isso, convidamos a você a ler, meditar e praticar cada princípio e pensamento exposto neste livro. Buscar entender sua relevância para os dias atuais e dispor seu ministério, dado pelo Senhor da Seara, como instrumento da verdadeira graça e amor de DEUS a sua igreja. Boa leitura!".

sábado, 16 de setembro de 2017

1Timóteo para a igreja brasileira hoje

Foi publicado hoje, pelo Clube de Autores, meu primeiro livro, "1Timóteo para a igreja brasileira hoje". Para acessar a página da obra, clicar aqui.

A seguir, transcrevo um trecho do prefácio:

"Quando me converti ao Senhor Jesus numa tarde de agosto de 2005, passei a ver a Igreja Evangélica com olhos de uma criança diante de um mundo de novidades. (...) Na época, o meio chamado “evangélico” me parecia lindo, o povo santo remido por Jesus Cristo. Pensava que a maioria daquelas pessoas haviam experimentado o amor de Deus como eu experimentei e sentiam a mesma alegria piedosa que eu sentia (e ainda sinto, quando o Pai Celeste me relembra quem Ele é e o quanto me ama).

Com o passar dos anos, fui descobrindo que a grande maioria dos evangélicos brasileiros não é convertida. Que a presença do joio é bem maior que a do trigo nas igrejas. E que muitos pastores são, na verdade, lobos devoradores, interessados apenas em obter vantagens pessoais, principalmente dinheiro. Também me dei conta de que as heresias se multiplicaram em nosso meio e a pregação do Evangelho tem sido rara em nossos púlpitos. E percebi que, de fato, muitos são chamados, mas poucos, escolhidos, pois os crentes, aqueles a quem foi dada a salvação, constituem um remanescente. A Bíblia afirma todas essas verdades, mas eu, particularmente, demorei algum tempo para entendê-las.

Mas, graças a Deus, há um remanescente, um povo de propriedade do Senhor, por quem o Filho Se entregou na cruz. Gente que teve os olhos espirituais abertos, se arrependeu de seus pecados e creu no Evangelho. A estes, que formam a Igreja de Cristo (não importa a qual denominação pertençam), eu amo fraternalmente. Por amor a este povo e ao nosso Deus, me senti compelido a inaugurar, em janeiro de 2013, um Blog (...) E agora publico um livro, com o mesmo propósito de batalhar pela restauração da Igreja. Creio que a primeira epístola de Paulo a Timóteo fornece o enredo perfeito, por se tratar de uma carta escrita pelas mãos de um apóstolo, sob inspiração divina, a um pastor dedicado e sinceramente piedoso.

(...) Meu desejo é que, pela graça, este livro contribua para que mais irmãos e irmãs se levantem em favor de uma nova reforma na Igreja do Senhor Jesus no Brasil, como, felizmente, outros já têm feito em diversas partes do nosso país. Que esta obra sirva de instrumento apto a despertar alguns crentes, os quais sentem o mesmo amor pela Igreja, porque também nasceram de novo por obra do Espírito Santo e sabem que a nossa salvação custou caríssimo para o Rei dos reis. E, principalmente, que, a despeito de minhas falhas, o bendito nome de Cristo Jesus seja exaltado. A Ele, nossa única esperança, nosso Senhor e Salvador, sejam honra e glória eternamente!"

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

A Ku Klux Klan NÃO é cristã!

Sempre houve, em todas as épocas e lugares, quem usasse indevidamente o bendito Nome do Senhor Jesus Cristo movido por sórdidas intenções, isto é, visando obter ganhos pessoais ilícitos e legitimar ações injustas. A organização estadunidense chamada Ku Klux Klan e todos os demais grupos defensores da “supremacia branca” autointitulados “cristãos” fazem exatamente isso. Não creem em Jesus, não O amam nem O servem, mas, por conveniência, fingem professar a fé cristã. No entanto, o cristianismo é incompatível com as ideias da KKK, como veremos a seguir.

1) Jesus veio ao mundo como judeu, pregou o Evangelho ao povo judeu e escolheu pessoas judias para anunciarem Sua mensagem a partir da judeia. Os ensinamentos de Cristo são o ápice da revelação escrita por Moisés e os profetas do Antigo Testamento, os quais descendiam de Abraão, Isaque e Jacó. Porém, a Ku Klux Klan defende o extermínio dos judeus, reverencia a memória de Adolf Hitler, tenta negar ou minimizar os horrores praticados nos campos de concentração nazistas. No fundo, deseja levar às últimas consequências o genocídio que Hitler começou.

2) Jesus ensinou o amor ao próximo. Demonstrou, na história conhecida como “parábola do bom samaritano” (Lucas 10:25-37), que o próximo pode ser alguém de outra etnia e nacionalidade. Ordenou o amor aos inimigos e a quem nos persegue (Mateus 5:43-45). Por fim, na noite anterior à Sua morte na cruz, deixou o mandamento a ser vivido pelos cristãos: “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15:12). Quanto à Ku Klux Klan, sua força motriz e razão de existir é o ódio. Tudo que fazem é semear, praticar e propagar o ódio contra quem não se encaixa em seus padrões étnicos, culturais e ideológicos favoritos.

3) A teologia cristã se desenvolveu primeiro entre os cristãos da Ásia, norte da África e sul da Europa. Mestres de diversas origens, uns pardos, outros negros, outros ainda, brancos, se debruçaram no estudo da doutrina dos apóstolos e os resultados se fazem presentes até hoje em nossas igrejas. A contribuição dos cristãos do Hemisfério Norte começou na Idade Média e, naturalmente, tem lugar de destaque na história do cristianismo, mas os fundamentos da fé cristã foram sistematizados principalmente por teólogos de pele morena, oriundos de cidades como Tarso, Alexandria e Hipona. Porém, no discurso racista da Ku Klux Klan, somente os povos do norte europeu e seus descendentes são considerados dignos de respeito. O restante da humanidade é tido como escória.

4) O cristianismo exalta a humildade e condena o orgulho. Afirma que todos os seres humanos pecaram e foram destituídos da glória de Deus (Romanos 3:23), portanto não há distinção entre pessoas. Conforme a Bíblia, Deus resiste aos soberbos e concede graça aos humildes (Tiago 4:6). Jesus disse: “aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mateus 11:29). Em oposição a tudo isso, a Ku Klux Klan procura incutir nos cidadãos de ascendência anglo-saxã, germânica e escandinava uma mentalidade orgulhosa e um sentimento de aversão aos outros povos. A mensagem dessa organização racista poderia ser resumida em uma frase: “importa que os nórdicos cresçam e tudo mais diminua”.

Sendo assim, por que motivo a KKK se considera uma organização cristã? Simplesmente porque Jesus Cristo é bom, e os membros da Ku Klux Klan querem parecer bons, decentes, íntegros – o que, obviamente não são. O cristianismo lhes serve como uma máscara, pela qual tentam esconder a verdadeira identidade deles. São arrogantes, cruéis, racistas, violentos, desprovidos de misericórdia; enfim, tudo que o Senhor Jesus não é. Esperam que a (falsa) profissão de fé em Cristo os ajude a enganar pessoas, a fim de que os reais propósitos daquela organização permaneçam ocultos. Não são cristãos, e seus frutos os denunciam.

Por tudo que foi exposto, nós, crentes em Jesus Cristo, salvos pela graça de Deus mediante a fé, só podemos repudiar a Ku Klux Klan e os demais grupos defensores da “supremacia branca”. Não aceitamos que pessoas ímpias, inimigas do Evangelho, se atrevam a usar o santo Nome do nosso Senhor em um projeto monstruoso cujo objetivo é destruir. Os adeptos da KKK não são nossos irmãos em Cristo, não compartilham da mesma fé professada por nós, e certamente não terão o mesmo destino eterno que nós, crentes, teremos. E se porventura algum simpatizante de ideias racistas lê esta postagem, a exortação bíblica para os tais é: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam apagados” (Atos 3:19)!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Você sabe o que é marxismo cultural?

O termo parece complicadíssimo, mas trata-se de algo bastante presente na nossa realidade, um assunto que nós, crentes em Jesus Cristo, precisamos conhecer. Pois afeta a cada um de nós, nossas famílias, igreja e toda a sociedade em que vivemos. Podemos dizer, sem exagero nenhum, que o marxismo cultural é um dos mais terríveis instrumentos do diabo nesta geração. Você sabe o que isso significa?

A palavra “marxismo” basicamente significa o mesmo que “comunismo”, ou “socialismo”. Aqueles dentre nós com idade em torno de 40 anos ou mais certamente se lembram de ouvir falar em países comunistas, como a União Soviética, Romênia, Polônia, Alemanha Oriental, China, Cuba, etc. Neles as pessoas não desfrutavam de liberdade nenhuma, nem sequer podiam sair de lá sem autorização do governo. Religiões eram perseguidas, ou até proibidas. As pessoas dispunham apenas do básico para sobreviver, não havia possibilidade de ascensão social, por mais que alguém se empenhasse no trabalho ou nos estudos. Na política não existiam eleições nem oposição, o Partido Comunista governava sozinho, com mão forte.

O comunismo foi implantado primeiramente na Rússia, em 1917, e de lá alcançou diversos países, sempre com o uso da força (guerrilhas, invasões, derrubadas de governos). Há cerca de 30 anos atrás, os países comunistas foram à falência. Hoje existem eleições livres em quase todas aquelas nações, as pessoas podem ir e vir, abrir seus próprios negócios, manifestar suas opiniões, cultuar a Deus livremente. Parecia que o pesadelo comunista havia chegado ao fim. Mas, ao contrário do que muitos imaginam, o marxismo continua vivo e forte, com uma nova aparência cuidadosamente planejada para confundir.

No início do Século passado, alguns anos depois dos comunistas chegarem ao poder na Rússia, um político e filósofo italiano muito inteligente (e perigoso) chamado Antônio Gramsci concluiu que as táticas para implantação do comunismo estavam erradas. Em todos os lugares, o que se fazia era tentar convencer operários e camponeses (a parte pobre da população) a lutar contra os governantes e os grandes empresários (os ricos). Gramsci afirmava que isso não funcionaria, pois os cidadãos comuns não estavam prontos a abraçar uma luta violenta em prol de uma ideologia chamada marxismo. Segundo ele, primeiro era necessário mudar a cultura da população, e só depois dar o grande golpe, isto é, implantar a ditadura marxista.

Cultura é o nosso modo de viver, falar e se vestir, nossos gostos, crenças e valores. Nos países europeus ou de colonização europeia, por influência do cristianismo, a cultura valorizava a família e a religião. Isso era ensinado às crianças nas escolas, em casa e nos meios de comunicação. Gramsci entendia que os comunistas precisavam destruir esses valores e construir outros, radicalmente diferentes. A batalha deveria ser travada principalmente nas salas de aula, na música, cinema, teatro, livros, revistas, nas rádios, etc. Para o comunismo triunfar, era preciso lutar contra a fé em Deus e também contra a família tradicional (formada por marido, esposa e filhos). Ao mesmo tempo, dividir a sociedade entre “opressores” e “oprimidos”, incitando o segundo grupo a rebelar-se contra o primeiro (exemplo: filhos contra pais, mulheres contra homens, etc).

Por volta dos anos de 1960, os marxistas começaram a perceber que a proposta de Gramsci (e de seus sucessores da chamada “Escola de Frankfurt”) fazia sentido. Desde então, professores, músicos, escritores, atores, autores de novelas e outros profissionais socialistas passaram a divulgar valores contrários aos do cristianismo, usando linguagem simples para que todos pudessem entender e assimilar. Essa “nova cultura”, o marxismo cultural, inclui: desprezo pelo casamento e pela virgindade, desconstrução dos papeis do homem e da mulher na família, incentivo ao uso de drogas e álcool, promoção da libertinagem sexual, da rebeldia contra os pais e autoridades, do aborto, etc. Trata-se de uma autêntica lavagem cerebral, que faz das crianças, adolescentes e jovens suas vítimas preferenciais.

Hoje muitos pensam que o comunismo é coisa do passado, por causa da derrocada econômica dos países socialistas. Mas basta observarmos com atenção as letras das músicas de sucesso, o conteúdo das novelas, filmes e minisséries e os temas presentes nos livros adotados nas escolas para percebermos profundas mudanças na cultura brasileira. Até em igrejas, sobretudo as mais liberais, o discurso não é o mesmo que se ouvia num passado recente. Sem se dar conta, o povo deste país tem trocado, dia após dia, os valores cristãos pelos do marxismo cultural. A tolerância às práticas e estilos de vida que mais afrontam a Bíblia cresce rapidamente, e desta forma o Brasil, assim como várias outras nações do planeta, abre caminho para ser tomado de assalto pelos marxistas. Que nós tenhamos consciência dessa terrível ameaça e nos apeguemos aos valores eternos do Evangelho de Cristo, a única mensagem apta a salvar nosso país!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Corrupção: um pecado que assola o Brasil

Dentre as mazelas vigentes em nosso país, destaca-se o pecado da corrupção. Muitos pensam que esse grande mal tem lugar somente na política, como se os únicos corruptos do Brasil fossem aqueles envolvidos no meio político (governantes, parlamentares, assessores e empresários pagadores de propinas). Acreditam que a população nacional não é corrupta, como se existissem dois grupos inteiramente distintos de brasileiros, uma massa honesta e uma minoria ínfima de desonestos detentores do poder.

Se corrupção significa tomar atitudes ilegais para obter lucro fácil; se corrupto é quem ganha dinheiro através de furto, mentira, roubo, fraude ou outro crime, e não pelo trabalho honesto; então a população comum é culpada do pecado de corrupção, tanto quanto os políticos. A diferença está na quantidade de bens furtados, no tamanho do lucro obtido. Infelizmente, grande parte dos brasileiros vivem em desonestidade no dia a dia. Não temos condições de saber quantos se encaixam nesse triste perfil, mas certamente são milhões de pessoas.

Só para citar alguns exemplos, podemos mencionar os delinquentes que passam o dia inteiro ociosos nas ruas, em pequenos bandos, praticando furtos e roubos. Fabricantes e vendedores de produtos “piratas” (produzidos sem o pagamento de direitos autorais ao dono da marca). Proprietários de postos de gasolina que vendem combustível adulterado. Técnicos que instalam TV fechada clandestinamente (os chamados “gatos”). Maus policiais adeptos do suborno. Fraudadores da Previdência Social, que recebem auxílio-doença sem estarem doentes. Empresários sonegadores de impostos. Gente de diversas classes sociais com um ponto em comum, o fato de se beneficiarem da corrupção diariamente.

Sendo a corrupção uma prática vivida por considerável parte da população brasileira, existe uma notável autoindulgência na mentalidade dos que a praticam. “Roubo porque já nasci pobre e sem oportunidades”, “sonego porque os impostos são muito pesados”, “vendo produtos pirateados porque os originais são caros demais”, etc. A culpa sempre é do Governo ou do “sistema”, os milhões de desonestos anônimos consideram-se vítimas, como se alguém os obrigasse a agir mal e não existisse outro modo de vida possível além do estilo desonesto e ilegal que optaram por adotar.

A corrupção é um pecado extremamente nocivo que assola o Brasil, impedindo-o de crescer e livrar-se da desigualdade social. Precisa ser combatido não somente no topo, por meio de CPI's e operações da Polícia Federal, mas também na base, ou seja, junto às massas. Para isso, a Igreja de Cristo tem um dever a cumprir, o de denunciar as inúmeras formas de desonestidade tão comumente praticadas pelo povo brasileiro e chamar os desonestos ao arrependimento. Com toda clareza possível, no poder do Espírito Santo, até que muitos se arrependam e tomem nojo das práticas que até hoje consideram “normais”. Pois sem essa mudança de entendimento e de disposição da maioria não há como acabar com a corrupção nos altos escalões e, sempre que um corrupto perder lugar no Governo, logo surgirá outro igual ou pior. Que Deus tenha misericórdia desta nação!